
Dos 302 GW adicionados por fontes limpas no ano passado, 56% (mais da metade!) foram de instalações de placas solares, totalizando 167,8 GW, o que representa um aumento da participação da energia solar em relação a 2020, quando respondeu por 47%.
De acordo com o estudo, a principal razão para esse sucesso está na queda dos preços da energia solar, que caíram 90% desde 2019 e já permitem gerar energia elétrica mais barata que por combustíveis fósseis, além de outras fontes renováveis, como a eólica. Como no Brasil, onde os frequentes períodos de seca afetam a produção das hidrelétricas e puxam a inflação energética a cada ano, tornando a energia solar uma opção mais econômica para projetos do setor elétrico – e, especialmente, para consumidores.
Com novos 5,7 GW instalados em 2021, o Brasil foi o 4º país que mais expandiu a sua capacidade de energia solar no ano passado, ficando na frente de importantes mercados globais, como Alemanha e Japão. A maior parte dessa capacidade veio das instalações de painel fotovoltaico em casas e empresas, projetos que compõem o segmento de Geração Distribuída (GD) criado pela Agência Nacional de Energia Elétrica, a ANEEL, em 2012.
Nos últimos anos, é cada vez maior o número de brasileiros que investem na tecnologia para economizar na conta de luz e ainda ficar livre dos seus aumentos, um sonho que também ficou mais fácil de se realizar com a ajuda de linhas de financiamento para energia solar.
Segundo a Solar Power Europe, a capacidade mundial de energia solar alcançou o seu primeiro terawatt em abril deste ano e deverá mais que dobrar até 2025, atingindo 2,3 TW.
Fonte: The Greenest Post